Por Aline Ramos
Hoje estamos comemorando o dia das Mães e claro que desde a última semana é o assunto mais explorado nas mídias, foi então que me deparei com o vídeo abaixo, um institucional da marca P&G que tem como "tema" os jogos Olímpicos de Londres.
Vamos assistir o vídeo juntos:
Lindo não é mesmo?
Com certeza é bem difícil assistir ao vídeo sem se emocionar, mas através de outros Blogs de Comunicação, em sua maioria específicos de RP, meu "olhar RP" entrou em ação, e então ao assistir novamente o vídeo surgiram os seguintes questionamentos: Até onde a utilização de uma data como o Dia das Mães deve ser envolvida com assuntos tão distantes da realidade da mulher atual?
O que acharam dos clichês básicos mostrados no vídeo?
Brasileiro na favela, americana fazendo ginástica olímpica, negro no atletismo, e olha achei milagre o brasileiro jogar vôlei e não futebol.
Para "retribuir" todo esforço da mãe durante sua vida o filho deve sempre ganhar? Um filho que não ganha sempre na vida é então um filho ruim e assim não levará alegrias para sua mãe?
Ser mãe na sua opinião é um trabalho? Você que é mãe pense nisso relacionando seu trabalho a sua vida como mãe...
E por fim, vocês acham que houve a participação de um Relações Públicas nesse institucional que envolve as políticas e a imagem da marca, que atua no segmento de bens do consumo, e relaciona ela ao dias das mães?
Na minha opinião, não. O vídeo é emocionante pode ter levado várias pessoas a pensarem mais em sua vida e em seus relacionamentos com mães e família, mas não mostra a realidade de ser mãe, ser mãe não é trabalho é uma dádiva, mas nenhuma mãe precisa abrir mão de outras áreas de sua vida para ser uma boa mãe, uma mãe ama, se emociona, se orgulha de um filho ele ganhando ou perdendo, não precisamos ser sempre vitoriosos para sermos bons filhos e sermos amados por nossas mães, no Brasil não existe só favela, ( ah e não comemos feijão com pão no café da manhã, a realidade de muitas famílias de não ter o que comer no café da manhã enquanto outras tem em abundância é do mundo e não apenas do Brasil), vivemos em meio a diversidade étnica nem todo família negra deve ser composta por pai, mãe e filhos negros, da mesma forma que as brancas e asiáticas também não.Enfim todas essas questões para a maioria das pessoas que assistiram o vídeo não são evidentes e talvez nem tenham importância já que o propósito de emocionar foi atingido mas para nós da área isso faz diferença sim e temos que trabalhar nossa percepção a respeito de tudo a nossa volta e é por isso que na minha opinião não, não houve a participação de um RP na elaboração desse institucional, pois se houvesse teríamos encontrado bem menos "falhas" desse tipo, ou quem sabe para a alegria de nossa profissão nenhum..Rsrsrs!
Com esse post não vou conceituar nada, não quero condenar o comercial e a ideia exposta nele, não pretendo fazer com que as pessoas não se emocionem ao vê-lo, apenas estou dividindo questões que eu levantei aos assisti-lo para despertar em vocês o mesmo "olhar comunicólogo" que cada dia mais a faculdade vem despertando em mim.
Por fim deixo aqui um Feliz dia das Mães a todas as mães leitoras do Hagaje e aproveito para deixar um obrigada especial para minha mãe que enquanto esteve ao meu lado sempre foi a melhor mãe do mundo (como cada mulher tem o dom de ser para seus filhos) e que sempre me apoiou, me incentivou, me amou, independente de minhas vitórias e derrotas, e eu jamais seria a pessoa que sou se não fosse por ela que não esta mais ao meu lado na terra mas continua sendo meu orgulho e minha motivação para sempre ir atrás de meus objetivos, nem sempre saio vencedora, mas também não desisto no primeiro obstáculo, Obrigada!
Beijos e ótimo domingo a todos!

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